Um dos maiores erros que as pessoas cometem ao fazer networking é achar que se trata apenas de sair correndo pelo evento coletando o máximo de cartões de visita possível.
Normalmente, são pessoas que nem gostam de networking, mas sabem que “precisam fazer” — e acham que essa é a forma mais rápida e eficiente de resolver a tarefa. Já tentei explicar que isso não é networking. É o equivalente a uma chamada fria presencial — ou pior: uma simples “coleção de cartões”.
Anos atrás, encontrei dois empresários que competiam entre si para ver quem pegava mais cartões em eventos de networking. Quem pegasse menos cartões tinha que pagar o jantar do outro naquela semana. Eles se orgulhavam disso — e me contaram com entusiasmo. Tentei explicar que isso não era uma boa estratégia, mas acho que a mensagem não chegou.
Infelizmente, até hoje encontro pessoas que acham que isso é networking eficaz. Mas meu coautor do livro Networking Like a Pro – Segunda Edição, Brian Hilliard, me deu uma solução divertida para ilustrar o problema.
A História de Barley
Brian tem um cachorro chamado Barley. Ele pesa 25 kg, é um Shiba Inu (não gosta de gatos) e parece uma raposa. É muito bem treinado e comportado.
Se você quiser “coletar cartões” sem fazer o trabalho, pode contratar o Barley por US$ 20/hora (mínimo de duas horas + deslocamento). Brian coloca nele uma espécie de alforje: de um lado, um bolsinho com seus cartões e a placa “Pegue um”; do outro, um bolsinho com “Deixe seu cartão aqui”.
Brian dirige até o evento, solta o Barley no salão e volta depois de duas horas para buscá-lo com a pilha de cartões nova. Tenho certeza de que Barley vai sair com uma boa quantidade de cartões, porque ele é simpático e todos adoram cachorros.
Mas agora a pergunta: isso é networking?
Claro que não! Como Barley poderia ter feito networking apenas pegando e entregando cartões?
Por mais absurdo que pareça, é exatamente assim que muitos profissionais ainda se comportam. Como se o objetivo fosse ganhar o jogo de quem consegue mais cartões.
Networking Não É um Jogo de Quantidade
Coletar cartões não constrói relacionamento. Não cria confiança, nem gera negócios qualificados. É só uma lista fria — e networking de verdade não se constrói assim.
Quando você estiver em um evento, tenha conversas reais. Pergunte sobre o negócio da outra pessoa, o que ela faz, por que faz, como ajuda os outros. Depois, peça o cartão. E o mais importante: faça o follow-up.
Não para vender. Mas para marcar outra conversa. Para continuar a construir uma relação de valor mútuo.
Conclusão
Networking é sobre pessoas — não papel. Cartões são ferramentas, não o objetivo.
Converse, conecte, colabore. O resto vem como consequência.
Quer desenvolver networking de verdade? Acesse o blog da Faça Mais Negócios ou conheça a rede de networking em Rio Preto.


Respostas de 3
Excelente artigo!
Nada como boa leitura para compreender sobre Network gratidão pelas informações ℹ️ bora se conectar!!!
É sobre qualidade, não quantidade